Procuro palavras vãs e rebuscadas
Para sintetizar quão leve é a leveza
Insustentável nas horas erradas
Das tuas lembranças, ora tristeza
(lembranças das melodias cantadas)
Somente compreenda, carinho meu
Não me refiro ao amargo da tristeza
Só a percepção: o tempo se perdeu
Esqueceu de cultivar a nossa leveza
(esqueceu do carinho meu e teu)
E ela se foi, voou para bem distante
Buscando outro mágico sentimento
Que pudesse trazer logo ali, adiante
A saudade daquele instintivo momento
(saudade de corpo e mente)
Pois tanto anseio e cargas emocionais
Retratam a essência... A fragilidade
Mas só se caracterizam pessoas reais
Pelo âmago do ser, da sensibilidade
(âmago dos nossos ideais)
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Máscaras
Rascunhado por
Liv
on quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Olho no olho. Miro seu olhar...tão inexpressivo
Ansiando que o amor, assim, de repente, surja
Desça sobre nós como num passe de mágica
Mas a única coisa que cai é a máscara suja
Imagino que não deveria ser tão contraditório o amor
Nem paradoxalmente tão triste a arte de amar
Quando comparada as máscaras que caem da sua face
Tornando falsas até as lágrimas que teimam rolar
Pois quando o vejo, na minha frente, parado
Não há nada para ver além de marcas do passado
E uma máscara antiga, já de outros carnavais
E então me pego a pensar no seu gesto calado
E em tudo que em vão fora um dia pronunciado
Palavras, palavras...desperdiçadas em sonhos irreais
Ansiando que o amor, assim, de repente, surja
Desça sobre nós como num passe de mágica
Mas a única coisa que cai é a máscara suja
Imagino que não deveria ser tão contraditório o amor
Nem paradoxalmente tão triste a arte de amar
Quando comparada as máscaras que caem da sua face
Tornando falsas até as lágrimas que teimam rolar
Pois quando o vejo, na minha frente, parado
Não há nada para ver além de marcas do passado
E uma máscara antiga, já de outros carnavais
E então me pego a pensar no seu gesto calado
E em tudo que em vão fora um dia pronunciado
Palavras, palavras...desperdiçadas em sonhos irreais
Sem tema, sem rima
Escrever sem tema
Procurar em vão
O labirinto de incertezas
Perambulando as palavras
Que tão certas estariam
Escrever sem rima
Tão sensato não seria
Se errada não estivesse
A áurea decadente
Dos sonhos vãos
Das mentes paralíticas
Escrever sem tema
Existir sem ser
Ou ser sem existir
Lógicas parecem insanas
Quando fácil é perceber
A difícil razão de viver
Escrever sem rima
Girar em torno de si
E no mundo perder-se
Entre letras que se desmancham
Caem no vácuo e se calam...
Reflexão: as mentes que pararam de sonhar são tão insensatas quanto a poetisa que escreve este poema sem tema e sem rima. É preciso ao menos uma razão para viver. Da mesma forma que somos seres gregários, dependemos uns dos outros para sobreviver. E para sobrevivermos em sociedade, precisamos aprender a usar as palavras de forma sensata. É preciso atenção ao dizer palavras que seriam certas se fossem coerentes.
Procurar em vão
O labirinto de incertezas
Perambulando as palavras
Que tão certas estariam
Escrever sem rima
Tão sensato não seria
Se errada não estivesse
A áurea decadente
Dos sonhos vãos
Das mentes paralíticas
Escrever sem tema
Existir sem ser
Ou ser sem existir
Lógicas parecem insanas
Quando fácil é perceber
A difícil razão de viver
Escrever sem rima
Girar em torno de si
E no mundo perder-se
Entre letras que se desmancham
Caem no vácuo e se calam...
Reflexão: as mentes que pararam de sonhar são tão insensatas quanto a poetisa que escreve este poema sem tema e sem rima. É preciso ao menos uma razão para viver. Da mesma forma que somos seres gregários, dependemos uns dos outros para sobreviver. E para sobrevivermos em sociedade, precisamos aprender a usar as palavras de forma sensata. É preciso atenção ao dizer palavras que seriam certas se fossem coerentes.
