De alegria, chora a alma
Transitando na ânsia calma
Com a aorta dilacerada
Mas de alma renovada
Sensibilidade a mil
Transborda de sangue vil
O instinto aflorado
No tumulto gerado
Tumulto de percepções
No duelo de sensações
Que urgem nos astros
Nos planetas e cosmos
Borbulham as aflições
Misturam-se as estações
O frio congela a apatia
O calor aquece a sabedoria
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O livro e a moça
Escuto o soluçar triste e solitárioProcuro entender tamanha prece
Vejo os móveis da sala, um antiquário
A menina sentada, chorando, se esquece
Que meus olhos observam sem cessar
Quando tuas lágrimas em mim escorrem
Ainda assim insistes em não me notar
Não temas... Menina... As dores morrem
Passo tão perto e ainda assim não me vês
Estou na estante, nos livros que tu lês
No quadro pregado na parede da memória
Tão distante nossos corpos físicos estão
Mas nossas almas se unem na reencarnação
Eu, livro... Tu, moça. Eis a nossa história...
Saudade
Saudade que sente
Não se explica
Vem de repente
Pede, suplica
Cobiça o cheiro
O corpo, a alma
Vem a dor primeiro
Depois acalma
Acalenta no frio
Apenas no pensar
Saudade é um rio
Correndo sem cessar
E mesmo esperançoso
Lugar melhor não há
Neste quarto calmoso
E com você sonhar
Não se explica
Vem de repente
Pede, suplica
Cobiça o cheiro
O corpo, a alma
Vem a dor primeiro
Depois acalma
Acalenta no frio
Apenas no pensar
Saudade é um rio
Correndo sem cessar
E mesmo esperançoso
Lugar melhor não há
Neste quarto calmoso
E com você sonhar
Como seria?
Como seria se você não existisse?
E se o destino não nos permitisse?
Estariam na fronteira do amor
As gêmeas das almas
Vagando à procura da metade?
Ou só conheceriam a dor
E no vácuo teriam o amparo
Da triste e nebulosa solidão?
Como seria se as mãos eu não sentisse?
E os beijos eu não pedisse?
Ardor terrível de se imaginar
Lamúrias ecoariam aos quatro ventos
Chamando pela alma perdida
Os pulmões perderiam o ar
Que levaria enchentes de lágrimas
Que levaria, por fim, do coração o palpitar
E se o destino não nos permitisse?
Estariam na fronteira do amor
As gêmeas das almas
Vagando à procura da metade?
Ou só conheceriam a dor
E no vácuo teriam o amparo
Da triste e nebulosa solidão?
Como seria se as mãos eu não sentisse?
E os beijos eu não pedisse?
Ardor terrível de se imaginar
Lamúrias ecoariam aos quatro ventos
Chamando pela alma perdida
Os pulmões perderiam o ar
Que levaria enchentes de lágrimas
Que levaria, por fim, do coração o palpitar
