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Leveza insustentável

Procuro palavras vãs e rebuscadas
Para sintetizar quão leve é a leveza
Insustentável nas horas erradas
Das tuas lembranças, ora tristeza
(lembranças das melodias cantadas)

Somente compreenda, carinho meu
Não me refiro ao amargo da tristeza
Só a percepção: o tempo se perdeu
Esqueceu de cultivar a nossa leveza
(esqueceu do carinho meu e teu)

E ela se foi, voou para bem distante
Buscando outro mágico sentimento
Que pudesse trazer logo ali, adiante
A saudade daquele instintivo momento
(saudade de corpo e mente)

Pois tanto anseio e cargas emocionais
Retratam a essência... A fragilidade
Mas só se caracterizam pessoas reais
Pelo âmago do ser, da sensibilidade
(âmago dos nossos ideais)

Ilusão

Sim, digo que já tive uma ilusão
Tão rápido se foi, assim como veio
Só sei que no peito deixou um vão
No coração, espaço aberto, vazio

Ah, quisera estar tão cega de iludida
Como companheira teria a felicidade
Que traria o sorriso na face perdida
E de nada importar-me-ia a verdade

Se o sonho acalentado tão ferozmente
Seria vivido nas noites mais frias
E nos dias de nuvens entristecidas

Se o sonho acalentado tão alegremente
Deixar-me-ia lembranças de beijos ardentes
De dois corpos sedentos em noites calientes

Mudanças


Mudanças

Que não trazem lembranças

Apenas sem volta

Caminho sem escolta

Em meio a revolta

Que revolta?

Seria cultural?

Liberdade magistral

Conquistada

Pela menina antes mimada

Que andava pela calçada

Sem rumo, sem estrada

Hoje teme por mudanças

Que não tragam lembranças