Até as estrelas no céu me olham inexpressivas
Sem o calor e o som que estão ao longe
Parecem ainda mais distantes e depressivas
Se não as tenho, nem a paciência de um monge
Ah, quanta falta faz a luz que delas emana
Que como um guia costumava me orientar
Livrava-me da minha própria mente insana
Das marcas... A dor e a delícia de te amar
Sei de cor seus medos e a sua fantasia
E quando eu for embora sei que cantará
A canção do Oswaldo Montenegro que a gente ria
E sei que sentado sob as estrelas e a lua fria
Entre tantas recordações, da música lembrará
E quem sabe um dia me encontrará em alegria
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A noite
Rascunhado por
Liv
on domingo, 8 de novembro de 2009
A noite quer ser vista, apreciada
Não somente pela jovem beleza
Nem pela formosa lua anunciada
Apenas por sutil e ingênua destreza
A noite há de ser bela, admirada
Não só como arte de rude franqueza
Nem pela chuva fria em rua isolada
Apenas por sua inabalável certeza
A noite hoje será breve, iluminada
Não por estrelas de doce esperteza
Mas pela formosa amante extasiada
A noite hoje será cheia, ostentada
Não por lua de esplendorosa realeza
Mas por amar-te na madrugada
Não somente pela jovem beleza
Nem pela formosa lua anunciada
Apenas por sutil e ingênua destreza
A noite há de ser bela, admirada
Não só como arte de rude franqueza
Nem pela chuva fria em rua isolada
Apenas por sua inabalável certeza
A noite hoje será breve, iluminada
Não por estrelas de doce esperteza
Mas pela formosa amante extasiada
A noite hoje será cheia, ostentada
Não por lua de esplendorosa realeza
Mas por amar-te na madrugada
